Se nos tornarmos vítimas de nossos hábitos e da rotina, tendemos a reagir aos fatos presentes sem espontaneidade. Tendemos a reagir a eles em termos de algo que aprendemos no passado, e não como se fossem o aqui e o agora.
Precisamos ter bastante consciência do inusitado de cada fato, aqui e agora, para sermos capazes de reagir apropriada e espontaneamente a ele. Ao mesmo tempo, precisamos ter suficiente consciência da semelhança dos fatos atuais com fatos passados, para permitir que nossa experiência passada nos ajude a ser mais eficientes em nossa experiência imediata.
Em certo sentido podemos dizer que estamos todo o tempo tentando entrar na nossa própria luz. Nossos eus superficiais eclipsam nossos eus mais profundos, e não permitem que apareça essa branda força, que é dentro de nós um fato imparcial. o eu mais profundo em nós é de alguma forma um contínuo com a mente do universo, ou como quer que o queiram chamar. Mas, como digo, não é preciso aceitar isso.
Temos de aprender a ver o que significa sermos o que somos e onde o somos. Temos de conhecer o que nos rodeia; temos de saber como reagimos ao que nos rodeia; temos de saber o que acontece dentro dos nossos corpos; e temos de ter uma idéia clara do que estamos pensando, sentindo, desejando e querendo. Em outras palavras, precisamos obedecer à velha máxima socrática - já era uma máxima bem velha mesmo no tempo de Sócrates: "Conhece a ti mesmo".
DO INCRÍVEL LIVRO >> A Situação humana - Aldous Huxley
### na ordem e forma que me convém :)
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Buracos negros e revelações
Todo processo criativo profundo é antecedido de uma grande confusão como meio de demolir idéias, pensamentos, comportamentos e padrões antigos que já não servem mais...
Esse valioso estado de confusão é uma condição preciosa que nos permite entrar em contato com soluções ainda não pensadas conscientemente...
Afinal de contas, se nós continuarmos a fazer as coisas como sempre fizemos, continuaremos a obter os resultados que sempre obtivemos...
Nossa mente inconsciente sabe quão importantes e valiosos são os estados de confusão para que ela possa indicar novos caminhos, muitas vezes completamente desconhecidos por nossa consciência...
Um dos primeiros brindes, medíocres em comparação aos restantes, terminará assim: "À paz em todos os países..."
Quando se ama não se raciocina. Quando se raciocina parece que não se ama.
Quando se raciocina depois de haver amado, compreende-se porque se amava.
Quando se ama depois de haver raciocinado, se ama melhor....
As melhores obras de arte ajudam-nos a nos conhecermos e a conhecermos nossas relações com o mundo,
enquanto obras de arte ruins e inferiores nos encorajam na nossa fraqueza, e nos encorajam a vermos o mundo de maneira desinteressante e insignificante.
***Misturas de livros lidos ao longo dos anos e alterações para meus propósitos e idéias atuais..
||| Carl Sagan - Eliphas Levi - Walther Hermann - Aldous Huxley|||
Esse valioso estado de confusão é uma condição preciosa que nos permite entrar em contato com soluções ainda não pensadas conscientemente...
Afinal de contas, se nós continuarmos a fazer as coisas como sempre fizemos, continuaremos a obter os resultados que sempre obtivemos...
Nossa mente inconsciente sabe quão importantes e valiosos são os estados de confusão para que ela possa indicar novos caminhos, muitas vezes completamente desconhecidos por nossa consciência...
Um dos primeiros brindes, medíocres em comparação aos restantes, terminará assim: "À paz em todos os países..."
Quando se ama não se raciocina. Quando se raciocina parece que não se ama.
Quando se raciocina depois de haver amado, compreende-se porque se amava.
Quando se ama depois de haver raciocinado, se ama melhor....
As melhores obras de arte ajudam-nos a nos conhecermos e a conhecermos nossas relações com o mundo,
enquanto obras de arte ruins e inferiores nos encorajam na nossa fraqueza, e nos encorajam a vermos o mundo de maneira desinteressante e insignificante.
***Misturas de livros lidos ao longo dos anos e alterações para meus propósitos e idéias atuais..
||| Carl Sagan - Eliphas Levi - Walther Hermann - Aldous Huxley|||
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Entendimentos
“A compreensão humana não é um exame desinteressado, mas recebe infusões da vontade e dos afetos; disso se originam ciências que podem ser chamadas ‘ciências conforme a nossa vontade'. Pois um homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Assim, ele rejeita coisas difíceis pela impaciência de pesquisar; coisas sensatas, porque diminuem a esperança; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência, por arrogância e orgulho, coisas que não são comumente aceitas, por deferência à opinião do vulgo. Em suma, inúmeras são as maneiras, e às vezes imperceptíveis, pelas quais os afetos colorem e contaminam o entendimento.” *Francis Bacon em Novum Organum
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